Quinta-Feira, 23 de Fevereiro de 2012

Viagem à Escandinávia e Berlim

Myrthes - Viagem à Escandinávia e Berlim
Foto: Myrthes

Por que escolhemos a Escandinávia para visitar nesta viagem?

Tudo se iniciou com uma brincadeira. Cardoso tomou conhecimento, em algum lugar, de que a Dinamarca é um dos países do mundo com menor índice de corrupção e ficou maravilhado. Passou a dizer que na próxima encarnação quer nascer dinamarquês. Achei engraçado e comecei a estimular. Cada informação obtida sobre o país, comentava com ele. Primeiro na gozação, depois já formulando o desejo de conhecer a terra por ele escolhida para “renascer” e, quem sabe, acompanhá-lo. Acresce que, também eu, na minha juventude, muito ouvi falar sobre a Escandinávia. Meu pai trabalhava com um senhor norueguês dono de uma firma importadora de uísque e ... bacalhau. Legítimo, da Noruega. Meu pai nunca chegou a visitar o país, naquela época viajar para lugares longínquos era uma aventura nem sempre realizável. Mesmo o senhor norueguês, por sinal casado com uma paraense, poucas vezes lá voltou. No entanto, atiçou meu interesse pela Escandinávia. Pouco depois, nem me lembro como, comecei a me corresponder com um rapaz dinamarquês, que me enviava muitas informações interessantes sobre o país e fotos. Com o passar dos anos, esses fatos relativos à minha juventude caíram no esquecimento. No entanto, com a brincadeira sobre a próxima encarnação do Cardoso, se reavivaram e, subliminarmente, serviram de estímulo para que eu decidisse empreender esta viagem.

Nossa experiência nórdica teve a duração de 14 dias e foi muito bem sucedida, embora em certos momentos um pouco puxada para a nossa faixa etária. Constou de duas etapas: 11 dias na excursão “Escandinávia Mágica”, um dia a mais em Copenhague e dois dias a mais em Estocolmo, onde nos desligamos do grupo, que prosseguiu para a Finlândia e Rússia. Nós, entretanto, demos preferência a concluir a viagem em Berlim.

E por que decidimos encerrá-la em Berlim? Nada tão peculiar. Foram razões mais corriqueiras: a proximidade de Estocolmo - uma hora e quarenta minutos de vôo, tranqüilo, num jatinho da SAS; o fato de Berlim, hoje, estar entre as mais ricas e importantes capitais da Europa e de ainda não termos estado lá; e, “last but not least”, minha vontade de visitar os museus, principalmente o Pergamon, dos quais tanto e tão bem ouvira falar. Do Pergamon, inclusive, tinha visto uma mostra em São Paulo, na exposição Deuses Gregos, e desde então fiz planos de, tendo uma chance, visitá-lo. Havia, ainda, um outro motivo, que infelizmente não se realizou: assistir a um concerto da Filarmônica de Berlim, em sua própria sala. Voltamos no dia 25 e o próximo concerto seria poucos dias depois. Não soube disto antes de fechar a viagem, senão teria adiado a volta. Falha de planejamento...

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