Segunda-Feira, 21 de Maio de 2012

Viagem à Escandinávia

Foto: Estocolmo - também chamada Veneza do Norte

Desde que chegamos de viagem, tenho sido constantemente solicitada a dar minha opinião sobre os países escandinavos: de qual mais gostei, o que me chamou mais a atenção em cada um, o que me incomodou. Responder com precisão, acho difícil, pois foram dias tão intensos, durante os quais vivemos tantos momentos marcantes que, se não fosse meu diário de bordo, sempre à mão, não teria como me recordar dos detalhes. Estes três países possuem muita coisa em comum, o que causa certa confusão para quem não os conhece bem, porém têm características próprias, inclusive o idioma e a moeda.
De acordo com nossa guia, nascida na Polônia e filha de alemão, estabelecida em Copenhague, mas bastante desembaraçada e sem problemas com as línguas durante toda a excursão, é possível a comunicação entre dinamarqueses, suecos e noruegueses sem a necessidade de um intérprete. Quanto a mim, infelizmente não posso dizer nada, pois para minha frustração, não entendi uma palavra em nenhuma das três línguas. Até mesmo para consultar os mapas tínhamos dificuldade com os nomes de ruas e lugarejos. Teríamos nos perdido durante todo o tempo que estivemos por nossa conta não fosse a extrema boa vontade dos locais, que paravam na rua sempre que nos viam com o mapa aberto e olhar indagador, logo se prontificando a nos ajudar. Fator determinante: todo mundo, todo mundo mesmo, em qualquer destes lugares, fala com desembaraço a língua inglesa. Thank God!!!
Quanto à moeda, tem o mesmo nome – krone (coroa) – mas há uma pequena variação no câmbio do krone dinamarquês, norueguês e sueco e é preciso fazer a troca quando se cruza as fronteiras.
Com exceção disso, “no problems”. São países muito civilizados, onde tudo funciona, onde não há violência urbana, nem assaltos, nem sobressaltos. Em nenhum momento nos sentimos ameaçados.
Em termos de culinária, degustamos com prazer peixes, frios, queijos, patês e pães do “smorgasbord”, presente já no breakfast dos hotéis, e brindamos com a deliciosa cerveja dinamarquesa todos os jantares que, em geral, consistiam de pescados ou frutos do mar. Comi salmão e arenque defumados e marinados e fiz questão de provar todos os molhos que os acompanham. Aprendi com um casal sueco que a cerveja deve ser bebida junto com um cálice de aqua vitae, para realçar o gosto. Mas não me atrevi a pôr em prática. Quem sabe na próxima vez...
Quanto ao povo, além de educado e prestativo, é muito bonito, tanto homens como mulheres, e nossa companheira de viagem brasileira, jovem, solteira, me contou que chegava até a ficar vesga, sem saber pra que lado olhar, com tanto homem lindo desfilando pelas ruas. Também ela deve pensar: “Quem sabe na próxima vez...”

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